terça-feira, fevereiro 26, 2013

quinta-feira, fevereiro 14, 2013


Quero vê-la. Num jardim, pode ser num jardim. Não vou apanhar flores para lhe dar, talvez bolotas. Sementes de uma árvore que tenham vindo até nós. Hoje estive de volta das sementes. A promessa de lhes decobrir os segredos é o antídoto para o tempo que fica perdido na força para ganhar o dia. Os diques nunca estão prontos, os trabalhos e os dias são infindos para que a Casa fique a salvo. O que nos salva são os pássaros, acordou-me o coração depois daqueles dias de tempestade ouvi-los de novo. Eles sabem que lhes pertenço. Que vidas anteriores guardas de onde saem tantas palavras? Saberá ela que o desejo mata e é preciso estar guarnecido para não sucumbir a essa morte, interrogação. Sabe sim mas está mais no presente do que eu. Lemos outro dia uma citação de quem não sei, que a alegria é uma conquista.
 Esta flor não era nova, estava no seu ocaso como o ano prestes a terminar quando a vi. Este dia também, com cheiro fresco de mar dentro e sem a tua pele. Há um sem que se avoluma.