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domingo, setembro 27, 2009

Edviges deixou o seu reino desprotegido. Para vir ter connosco. Os ataques começaram por vários lados, mas Edviges não abandonou o nosso amor. Tudo parece sereno e seguro apesar de neste sítio, sobranceiro ao mar, termos aprendido a eminência da catástrofe. Não sabemos se ela vem connosco do princípio dos tempos, se ela está em todas as pedras ou se ela luta, como Edviges faz agora, para subsistir. É uma princesa de paz, todos os súbditos sorriem. Faço-a sorrir com beijos.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Reparaste que hoje as cores se adensam e crescem em cada coisa que temos diante e em torno de nós? Que o rio tem a cor do mar de Agosto? Mas, da caixinha vidrada do meu guindaste, tem-me ocupado mais o céu. As nuvens de Outubro e de Novembro. Vêm contar-nos histórias todos os dias. Avolumam-se por entre luz e sombra. Entre nós e o azul aí se intrometem e pendem a dizer-nos que não estamos sós.

quarta-feira, julho 04, 2007

Seguimos junto ao carril com as ervas altas a roçar-nos as pernas brancas do Inverno. Se é uma viagem há que prosseguir. E, se o cansaço chegar, permitimos-lhe algum tempo mas não o suficiente para nos pormos a duvidar. Tantas dúvidas hão-de fazer soçobrar-nos a moral, quando não for a espinha.
Sabíamos que com o cheiro da terra seca e quente do final do dia, havia de vir também, ao longe, o som mais ou menos indistinto, mais ou menos roufenho dos concertos. Espalhados pelo verão pelas aldeias. A melancolia desses dias futuros inspirava-nos e precipitava em nós o desejo de abandonar a cidade crivada de sons mais distintos e menos roufenhos. Espalhados pelo verão nas varandas dos imigrantes ou dos pobres.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Mudar o calendário e as agendas

Os homens trabalham pontual e afincadamente junto às muralhas. As chuvas virão antes de concluirem e só espero que não se molhem porque já basta a dureza imposta aos seus braços. E mesmo assim sorriem para nos provar que o futuro, afinal, pode existir. É para eles que O desejo, principalmente.