Subo e desço as ruas à procura do teu rosto.
Não estás muito longe ainda assim confiar nas hipóteses do destino já me pareceu melhor destino. Esta cidade está tão cheia de passado que sufoco por baixo dos seus séculos e milénios. A estratigrafia bem que podia desaparecer nalguns dias. O nascer do sol ignonar todos os velhos e velhas assomando às janelas tristes e belas. Que poderemos criar entre estes vestígios estes despojos?
a tinta, fresca ou nao, pode servir para colorir todos os muros da cidade, do suburbio, clandestina poe a prova mecanismos securitarios disfarcados de liberdade para acabar de vez com ela a_tinta@hotmail.com
sexta-feira, janeiro 19, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
o fio da meada
meu amor, deixei de ir até ao rio e à linha do comboio. Como encontrar novamente o caminho ?
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Mudar o calendário e as agendas
Os homens trabalham pontual e afincadamente junto às muralhas. As chuvas virão antes de concluirem e só espero que não se molhem porque já basta a dureza imposta aos seus braços. E mesmo assim sorriem para nos provar que o futuro, afinal, pode existir. É para eles que O desejo, principalmente.
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Solestício
Assim que os dias ficaram mais claros e que voltou a luz conhecida à cidade começámos a descer até junto ao rio. A ouvir a sirene dos navios. Encontrámos um rosto que ficou sem nome por algum tempo. Esse tempo ainda foi o melhor. Agora que há um nome o frio torna-se menos suportável. Os ponteiros do relógio jogam na equipa adversária.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
p´lo Inverno
a muralha cedeu um pouco. As águas imparáveis desta estação são mais fortes que os débeis laços da comunidade com o património comum. Fazem-se planos mas por agora resta-nos ver chegar as rãs e os cogumelos. A vinha resiste a tudo e descobrimos tarde demais os seus frutos.
quarta-feira, outubro 25, 2006
nota longínqua
Vai ser o nosso terceiro inverno aqui. Não houve tempo para reparar as fendas nas muralhas. Falaram-nos de um contrabandista mas tudo não passou de promessas, como o verão, cheio de fungos. Não abandonamos este bloco verde porque existe o perigo de a vida se interromper de súbito e o nexo perder-se para sempre. Para sempre.
quarta-feira, agosto 02, 2006
quinta-feira, julho 13, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
O tempo das Cerejas
Eu a pensar que nos nossos corpos o desejo ia ficar maduro antes das cerejas e enganei-me.
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