a tinta, fresca ou nao, pode servir para colorir todos os muros da cidade, do suburbio, clandestina poe a prova mecanismos securitarios disfarcados de liberdade para acabar de vez com ela a_tinta@hotmail.com
sexta-feira, janeiro 12, 2007
o fio da meada
meu amor, deixei de ir até ao rio e à linha do comboio. Como encontrar novamente o caminho ?
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Mudar o calendário e as agendas
Os homens trabalham pontual e afincadamente junto às muralhas. As chuvas virão antes de concluirem e só espero que não se molhem porque já basta a dureza imposta aos seus braços. E mesmo assim sorriem para nos provar que o futuro, afinal, pode existir. É para eles que O desejo, principalmente.
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Solestício
Assim que os dias ficaram mais claros e que voltou a luz conhecida à cidade começámos a descer até junto ao rio. A ouvir a sirene dos navios. Encontrámos um rosto que ficou sem nome por algum tempo. Esse tempo ainda foi o melhor. Agora que há um nome o frio torna-se menos suportável. Os ponteiros do relógio jogam na equipa adversária.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
p´lo Inverno
a muralha cedeu um pouco. As águas imparáveis desta estação são mais fortes que os débeis laços da comunidade com o património comum. Fazem-se planos mas por agora resta-nos ver chegar as rãs e os cogumelos. A vinha resiste a tudo e descobrimos tarde demais os seus frutos.
quarta-feira, outubro 25, 2006
nota longínqua
Vai ser o nosso terceiro inverno aqui. Não houve tempo para reparar as fendas nas muralhas. Falaram-nos de um contrabandista mas tudo não passou de promessas, como o verão, cheio de fungos. Não abandonamos este bloco verde porque existe o perigo de a vida se interromper de súbito e o nexo perder-se para sempre. Para sempre.
quarta-feira, agosto 02, 2006
quinta-feira, julho 13, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
O tempo das Cerejas
Eu a pensar que nos nossos corpos o desejo ia ficar maduro antes das cerejas e enganei-me.
sexta-feira, maio 05, 2006
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