Este é meu primeiro post não imediato. Só para experimentar da estranheza da escrita em papel, prévia, que contraria a sensação de perigo, sem mediações, da folha virtual, on line. Escrever fora da linha é, assim, uma forma de traição a esse(este)espaço que vive ou respira de formas e propósitos novos. Comunicação anti-perene, assente numa matéria (suporte) que não desdobramos, não sentimos, não controlamos apesar do código ser(aparentemente) o mesmo. A gravura paleolítica não era também determinada pela pedra? O utensílio, o papiro, o bambu, o estilete são também a forma e daqui a ideia. O que é um caracter chinês?
Que códigos despontarão destas ciber bandas largas de bytes? Que força terá o papel quando olhamos para o ecran em branco? A mesma que as árvores balouçando numa janela aberta ao lado do monitor. E o futuro questionará dedo e dígito procurando saber quem antecedeu quem (em correntes pouco dialécticas)
a tinta, fresca ou nao, pode servir para colorir todos os muros da cidade, do suburbio, clandestina poe a prova mecanismos securitarios disfarcados de liberdade para acabar de vez com ela a_tinta@hotmail.com
sexta-feira, agosto 27, 2004
terça-feira, agosto 03, 2004
quarta-feira, julho 21, 2004
segunda-feira, julho 19, 2004
nada mais será como dantes
num relance rápido perto do teatro onde trabalha, descubro quem num relance lento numa imagem da tv reflectida no espelho do único café possível no mundo, aquele onde nos sentávamos sem nenhum tempo que não o nosso, me descobriu entre diálogos mudos de telenovela, e há dias nesse relance confirmado pelo retrovisor descubro que a juba voluptuosa vermelha tinha abandonado a caçadora que, muito antes da telenovela, eu havia descoberto. Que desfaçatez . Foi pior que vê-la a beijar a Isabelle Huppert.
quinta-feira, julho 01, 2004
quarta-feira, junho 30, 2004
querias não querias?
"É como estar numa ilha deserta
olhar em volta e gritar àgua à vista
é como estar debaixo de uma palmeira
ao sol tropical, tropical
não há quem resista
baiá baiá baiá baié
jingle tónico
gin
gin gin
jingle tónico
é como deitar os cubos de gelo
no copo da tónica dois dedos de gin
é como sentir o amargar do limão
teus lábios beijando
e cantando assim:
baiá baié baiá
baiá baié baiá
jinlge tónico
gin gin gin
jingle tónico
é como estar de papo para o ar
olhar o azul e a areia
é como sentir o tempo parar
o céu tropical tropical uhhh
quando há lua cheia
baiá baié baiá
baiá baié baiá"
Doce (António A. Pinho/Nuno Rodrigues)
(...)
"Vem cá, gelado não dá
com sabor a limão
vem cá, gelado só dá
se estiver perto do meu coração
vá lá, tão frio que está
se está, dá-me a tua mão
vá lá, que frio só dá
outono no meu coração
Quero estar perto, bem perto
do calor que tens para dar
quente quente quente quente
até queimar!!
Gelado Gelado
Não vás por aí
por onde vais
frio frio frio
Está morno está morno
estás quase a chegar ao pé de mim
Quente quente quente
até escaldar enfim (...)"
Doce (António A. Pinho/Tozé Brito)
olhar em volta e gritar àgua à vista
é como estar debaixo de uma palmeira
ao sol tropical, tropical
não há quem resista
baiá baiá baiá baié
jingle tónico
gin
gin gin
jingle tónico
é como deitar os cubos de gelo
no copo da tónica dois dedos de gin
é como sentir o amargar do limão
teus lábios beijando
e cantando assim:
baiá baié baiá
baiá baié baiá
jinlge tónico
gin gin gin
jingle tónico
é como estar de papo para o ar
olhar o azul e a areia
é como sentir o tempo parar
o céu tropical tropical uhhh
quando há lua cheia
baiá baié baiá
baiá baié baiá"
Doce (António A. Pinho/Nuno Rodrigues)
(...)
"Vem cá, gelado não dá
com sabor a limão
vem cá, gelado só dá
se estiver perto do meu coração
vá lá, tão frio que está
se está, dá-me a tua mão
vá lá, que frio só dá
outono no meu coração
Quero estar perto, bem perto
do calor que tens para dar
quente quente quente quente
até queimar!!
Gelado Gelado
Não vás por aí
por onde vais
frio frio frio
Está morno está morno
estás quase a chegar ao pé de mim
Quente quente quente
até escaldar enfim (...)"
Doce (António A. Pinho/Tozé Brito)
sexta-feira, junho 25, 2004
segunda-feira, junho 21, 2004
errata
não proibiu mas gostava, santana deu a sua opinião que aproveitou para partilhar com o governo civil.
o ano passado investiu turbinas de dinheiro no electro parade, o tal que tentou colar à marcha lgbt sem, no entanto, o conseguir. "..o S. Pedro está-se a acabar...S. João S. João S.João, dá cá um balão para eu brincar"
o ano passado investiu turbinas de dinheiro no electro parade, o tal que tentou colar à marcha lgbt sem, no entanto, o conseguir. "..o S. Pedro está-se a acabar...S. João S. João S.João, dá cá um balão para eu brincar"
sexta-feira, junho 18, 2004
o rei Santana
Santana, a sardinha chegou-te ao nariz. "A Avenida da Liberdade é para eventos especiais, como o 25 de Abril e acontecimentos desportivos". Duas semanas depois das lentejolas dos marchantes dos bairros populares Santana Lopes proíbe a marcha de orgulho LGBT de passar pela Avenida da Liberdade. Esta marcha, inciativa mundial que assinala o 28 de Junho-data sanfrenta que marca também o início do movimento pelos direitos de homossexuais, é um símbolo desse movimento que se constitui e traduz exactamente pela VISIBILIDADE da diversidade de opções/orientações sexuais. Querer proibi-la no sítio central das manifestações de Lisboa e remetê-la "para outros sítios da cidade como o Monsanto" é ir contra o objectivo primordial desta marcha/manifestação.É querer torná-la invisível bem como os seus objectivos políticos.
Santana Lopes sabe que esta marcha não é um Love Parade. Santana Lopes o ano passado tentou colar a marcha ao Love Parade. Santana Lopes devia saber que a cidade não é sua apesar de todos os cartazes, Santana Lopes não sabe que assim dá maior visibilidade às questões e lutas dos gays,lésbicas, bissexuais e transgenders. Também não saberá que em muitas cidades pelo mundo fora os presidentes das autarquias onde estas acontecem têm orgulho em juntar-se-lhes e têm orgulho em que elas acontecam na cidade que representam politicamente.
Santana Lopes colocou cartazes no Martim Moniz depois da demissão do patético Chefe da Polícia Municipal a dizer: Martim Moniz:espaço de encontro entre culturas. Esperemos agora da Câmara Municipal de Lisboa um cartaz na Avenida a dizer: Avenida da Liberdade que o sr. presidente julga ser sua. Não a liberdade mas a rua. Liberdade para dizer Santana Rua.
Santana Lopes sabe que esta marcha não é um Love Parade. Santana Lopes o ano passado tentou colar a marcha ao Love Parade. Santana Lopes devia saber que a cidade não é sua apesar de todos os cartazes, Santana Lopes não sabe que assim dá maior visibilidade às questões e lutas dos gays,lésbicas, bissexuais e transgenders. Também não saberá que em muitas cidades pelo mundo fora os presidentes das autarquias onde estas acontecem têm orgulho em juntar-se-lhes e têm orgulho em que elas acontecam na cidade que representam politicamente.
Santana Lopes colocou cartazes no Martim Moniz depois da demissão do patético Chefe da Polícia Municipal a dizer: Martim Moniz:espaço de encontro entre culturas. Esperemos agora da Câmara Municipal de Lisboa um cartaz na Avenida a dizer: Avenida da Liberdade que o sr. presidente julga ser sua. Não a liberdade mas a rua. Liberdade para dizer Santana Rua.
quinta-feira, junho 17, 2004
a militância
"A unica força que pode mandar abaixo essa estrutura de opressao tacanha e de desigualdade brutal que é o capitalismo em portugal, é o desejo intenso e irreprimivel, difuso pela multidao que se acotovela nos transportes publicos, de viver uma vida sem patroes nem horàrios, policias ou constrangimentos, competiçao constante e necessidade permanente. E a inteligencia social que se pode desenvolver nesse desejo é o programa, a estratégia e a tàctica que derrubarao todas as bastilhas e tomarao todos os palàcios de inverno (ok, a este ponto começo a levar demasiado a sério a minha pròpria narrativa - deem um desconto).
Queremos tudo. Teremos tudo. Seremos tudo. Nenhuma pequena batalha, todas as guerras civis. Nenhum trabalho que nao seja para acabar com o trabalho. Nao votar, mas sim governar. Nao aceitar como normal o que acontece, apenas porque acontece todos os dias. Viver intensamente, agora.
Tudo isto, que tantos querem, parece distante apenas porque se escolhe o ponto de vista errado - o da militancia.
Todas as revoluçoes até hoje foram uma festa que veio subverter o realismo dos militantes, sempre ocupados com as pequenas escaramuças e sempre tao distantes dos grandes confrontos. Se olharmos com mais atençao para o enredo, percebermos que o combate é permanente e as derrotas constantes. Os derrotados, pragmaticamente, recusam arriscar um confronto de grandes proporçoes que sabem nao poder vencer neste momento. é preciso aprender com esse pragmatismo e deixar de lhe chamar passividade. A unica passividade é a de quem festeja alegremente os resultados eleitorais.
Là onde todos os dias se morre um pouco, no trabalho como fora dele, està a linha de combate e o espaço onde erguer as barricadas. Nao para instaurar um governo do proletariado.Mas para acabar com todos os governos e com o proletariado."
in Bologna Nihil
Queremos tudo. Teremos tudo. Seremos tudo. Nenhuma pequena batalha, todas as guerras civis. Nenhum trabalho que nao seja para acabar com o trabalho. Nao votar, mas sim governar. Nao aceitar como normal o que acontece, apenas porque acontece todos os dias. Viver intensamente, agora.
Tudo isto, que tantos querem, parece distante apenas porque se escolhe o ponto de vista errado - o da militancia.
Todas as revoluçoes até hoje foram uma festa que veio subverter o realismo dos militantes, sempre ocupados com as pequenas escaramuças e sempre tao distantes dos grandes confrontos. Se olharmos com mais atençao para o enredo, percebermos que o combate é permanente e as derrotas constantes. Os derrotados, pragmaticamente, recusam arriscar um confronto de grandes proporçoes que sabem nao poder vencer neste momento. é preciso aprender com esse pragmatismo e deixar de lhe chamar passividade. A unica passividade é a de quem festeja alegremente os resultados eleitorais.
Là onde todos os dias se morre um pouco, no trabalho como fora dele, està a linha de combate e o espaço onde erguer as barricadas. Nao para instaurar um governo do proletariado.Mas para acabar com todos os governos e com o proletariado."
in Bologna Nihil
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