a tinta, fresca ou nao, pode servir para colorir todos os muros da cidade, do suburbio, clandestina poe a prova mecanismos securitarios disfarcados de liberdade para acabar de vez com ela a_tinta@hotmail.com
sexta-feira, junho 25, 2004
segunda-feira, junho 21, 2004
errata
não proibiu mas gostava, santana deu a sua opinião que aproveitou para partilhar com o governo civil.
o ano passado investiu turbinas de dinheiro no electro parade, o tal que tentou colar à marcha lgbt sem, no entanto, o conseguir. "..o S. Pedro está-se a acabar...S. João S. João S.João, dá cá um balão para eu brincar"
o ano passado investiu turbinas de dinheiro no electro parade, o tal que tentou colar à marcha lgbt sem, no entanto, o conseguir. "..o S. Pedro está-se a acabar...S. João S. João S.João, dá cá um balão para eu brincar"
sexta-feira, junho 18, 2004
o rei Santana
Santana, a sardinha chegou-te ao nariz. "A Avenida da Liberdade é para eventos especiais, como o 25 de Abril e acontecimentos desportivos". Duas semanas depois das lentejolas dos marchantes dos bairros populares Santana Lopes proíbe a marcha de orgulho LGBT de passar pela Avenida da Liberdade. Esta marcha, inciativa mundial que assinala o 28 de Junho-data sanfrenta que marca também o início do movimento pelos direitos de homossexuais, é um símbolo desse movimento que se constitui e traduz exactamente pela VISIBILIDADE da diversidade de opções/orientações sexuais. Querer proibi-la no sítio central das manifestações de Lisboa e remetê-la "para outros sítios da cidade como o Monsanto" é ir contra o objectivo primordial desta marcha/manifestação.É querer torná-la invisível bem como os seus objectivos políticos.
Santana Lopes sabe que esta marcha não é um Love Parade. Santana Lopes o ano passado tentou colar a marcha ao Love Parade. Santana Lopes devia saber que a cidade não é sua apesar de todos os cartazes, Santana Lopes não sabe que assim dá maior visibilidade às questões e lutas dos gays,lésbicas, bissexuais e transgenders. Também não saberá que em muitas cidades pelo mundo fora os presidentes das autarquias onde estas acontecem têm orgulho em juntar-se-lhes e têm orgulho em que elas acontecam na cidade que representam politicamente.
Santana Lopes colocou cartazes no Martim Moniz depois da demissão do patético Chefe da Polícia Municipal a dizer: Martim Moniz:espaço de encontro entre culturas. Esperemos agora da Câmara Municipal de Lisboa um cartaz na Avenida a dizer: Avenida da Liberdade que o sr. presidente julga ser sua. Não a liberdade mas a rua. Liberdade para dizer Santana Rua.
Santana Lopes sabe que esta marcha não é um Love Parade. Santana Lopes o ano passado tentou colar a marcha ao Love Parade. Santana Lopes devia saber que a cidade não é sua apesar de todos os cartazes, Santana Lopes não sabe que assim dá maior visibilidade às questões e lutas dos gays,lésbicas, bissexuais e transgenders. Também não saberá que em muitas cidades pelo mundo fora os presidentes das autarquias onde estas acontecem têm orgulho em juntar-se-lhes e têm orgulho em que elas acontecam na cidade que representam politicamente.
Santana Lopes colocou cartazes no Martim Moniz depois da demissão do patético Chefe da Polícia Municipal a dizer: Martim Moniz:espaço de encontro entre culturas. Esperemos agora da Câmara Municipal de Lisboa um cartaz na Avenida a dizer: Avenida da Liberdade que o sr. presidente julga ser sua. Não a liberdade mas a rua. Liberdade para dizer Santana Rua.
quinta-feira, junho 17, 2004
a militância
"A unica força que pode mandar abaixo essa estrutura de opressao tacanha e de desigualdade brutal que é o capitalismo em portugal, é o desejo intenso e irreprimivel, difuso pela multidao que se acotovela nos transportes publicos, de viver uma vida sem patroes nem horàrios, policias ou constrangimentos, competiçao constante e necessidade permanente. E a inteligencia social que se pode desenvolver nesse desejo é o programa, a estratégia e a tàctica que derrubarao todas as bastilhas e tomarao todos os palàcios de inverno (ok, a este ponto começo a levar demasiado a sério a minha pròpria narrativa - deem um desconto).
Queremos tudo. Teremos tudo. Seremos tudo. Nenhuma pequena batalha, todas as guerras civis. Nenhum trabalho que nao seja para acabar com o trabalho. Nao votar, mas sim governar. Nao aceitar como normal o que acontece, apenas porque acontece todos os dias. Viver intensamente, agora.
Tudo isto, que tantos querem, parece distante apenas porque se escolhe o ponto de vista errado - o da militancia.
Todas as revoluçoes até hoje foram uma festa que veio subverter o realismo dos militantes, sempre ocupados com as pequenas escaramuças e sempre tao distantes dos grandes confrontos. Se olharmos com mais atençao para o enredo, percebermos que o combate é permanente e as derrotas constantes. Os derrotados, pragmaticamente, recusam arriscar um confronto de grandes proporçoes que sabem nao poder vencer neste momento. é preciso aprender com esse pragmatismo e deixar de lhe chamar passividade. A unica passividade é a de quem festeja alegremente os resultados eleitorais.
Là onde todos os dias se morre um pouco, no trabalho como fora dele, està a linha de combate e o espaço onde erguer as barricadas. Nao para instaurar um governo do proletariado.Mas para acabar com todos os governos e com o proletariado."
in Bologna Nihil
Queremos tudo. Teremos tudo. Seremos tudo. Nenhuma pequena batalha, todas as guerras civis. Nenhum trabalho que nao seja para acabar com o trabalho. Nao votar, mas sim governar. Nao aceitar como normal o que acontece, apenas porque acontece todos os dias. Viver intensamente, agora.
Tudo isto, que tantos querem, parece distante apenas porque se escolhe o ponto de vista errado - o da militancia.
Todas as revoluçoes até hoje foram uma festa que veio subverter o realismo dos militantes, sempre ocupados com as pequenas escaramuças e sempre tao distantes dos grandes confrontos. Se olharmos com mais atençao para o enredo, percebermos que o combate é permanente e as derrotas constantes. Os derrotados, pragmaticamente, recusam arriscar um confronto de grandes proporçoes que sabem nao poder vencer neste momento. é preciso aprender com esse pragmatismo e deixar de lhe chamar passividade. A unica passividade é a de quem festeja alegremente os resultados eleitorais.
Là onde todos os dias se morre um pouco, no trabalho como fora dele, està a linha de combate e o espaço onde erguer as barricadas. Nao para instaurar um governo do proletariado.Mas para acabar com todos os governos e com o proletariado."
in Bologna Nihil
domingo, junho 13, 2004
uma coluna no jornal para cada contribuinte
Na semana passada Eduardo Prado Coelho escreveu, na sua crónica diária, uma carta aberta à Ministra das Finanças para contar o insólito de um caso, neste caso, o seu. Comprou uma casa e dirigiu-se a uma repartição das finanças para pagar a ex-sisa,o IMT (imposto municipal sobre transacções onerosas). A conselho de um funcionário foi pagá-lo aos ctt. Na escritura a notária não aceitou a declaração dos correios (a isto eu chamo defesa de corporação): queria uma da administração fiscal. E Eduardo teve de pagar novamente o IMT. E a sua crónica continua a denúncia feroz, seguidamente uma chamada telefónica do Ministério das Finanças para os CTT para que cancelem o cheque. Sem coluna diária Eduardo teria de esperar largos meses(anos?) até que lhe fosse devolvido a quantia excedente que pagou ao Estado.
Lembrei-me, a propósito disto, de uma crónica de José Milheiro no Público onde relatava a morte da mãe entre compassos de espera e mau atendimento nos hospitais públicos.
Lembrei-me, a propósito disto, de uma crónica de José Milheiro no Público onde relatava a morte da mãe entre compassos de espera e mau atendimento nos hospitais públicos.
quinta-feira, junho 03, 2004
agora que chegas já vais
sucede que mal dei pela Primavera ela estava de partida. Estações intermédias para onde ides? Vós que sois as mais ternas porque passam assim tão desapercebidas, porque nos acordam na despedida. Quem poderá agora gozar temperatura alta e rebrilhante quando não se fez anunciar e nos atropelou de rompante. Acabaram os pontos de interrogação, fiquemos por ora nas exclamações reticentes.
terça-feira, maio 25, 2004
Agostinho da Silva
Colóquio Internacional
Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro
27 e 28 de Maio
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
"Português que viva apenas para Portugal, como acho que queria o Velho do Restelo, não tem significado algum nem vale a pena existir no mundo; temos de viver para o universo ou seremos inúteis"
Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro
27 e 28 de Maio
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
"Português que viva apenas para Portugal, como acho que queria o Velho do Restelo, não tem significado algum nem vale a pena existir no mundo; temos de viver para o universo ou seremos inúteis"
sexta-feira, maio 21, 2004
divórcios
Assinada uma concordata entre Estado Português e Vaticano sem que o texto fosse conhecido, discutido.
Feita uma revisão constitucional sem que tenha havido discussão públlica, sem que o comum de nós saiba ou chegue a proncunciar-se sobre o que revisto. Experimentem ir a uma escola pública e procurar um exemplar do código mais importante do país na biblioteca. Experimentem ir ao site do governo, da AR, para procurar o texto contitucional pós-revisão. Não existe. Não há.
A menos de três semanas das eleições para o parlamento europeu, as campanhas estão na rua. Os mass media também não. Os augúrios de uma grande abstenção não se substituiram à procura de um caminho diferente.
É portanto uma grande anedota (sem piada) o discurso preocupado sobre o divórcio entre política e cidadãos, entre classe política e representados, entre o governo da coisa pública e os governados. Se não for anedota é porque interessa realmente este divórcio.
O presidente da República tem responsabilidades acrescidas nesta matéria porque não se pode zelar pela República e sua Constituição, distribuir pelo país o discurso da necessidade do aprofundamento da democracia e promoção da cidadania, enquanto tudo isto se passa nas nossas costas.
Feita uma revisão constitucional sem que tenha havido discussão públlica, sem que o comum de nós saiba ou chegue a proncunciar-se sobre o que revisto. Experimentem ir a uma escola pública e procurar um exemplar do código mais importante do país na biblioteca. Experimentem ir ao site do governo, da AR, para procurar o texto contitucional pós-revisão. Não existe. Não há.
A menos de três semanas das eleições para o parlamento europeu, as campanhas estão na rua. Os mass media também não. Os augúrios de uma grande abstenção não se substituiram à procura de um caminho diferente.
É portanto uma grande anedota (sem piada) o discurso preocupado sobre o divórcio entre política e cidadãos, entre classe política e representados, entre o governo da coisa pública e os governados. Se não for anedota é porque interessa realmente este divórcio.
O presidente da República tem responsabilidades acrescidas nesta matéria porque não se pode zelar pela República e sua Constituição, distribuir pelo país o discurso da necessidade do aprofundamento da democracia e promoção da cidadania, enquanto tudo isto se passa nas nossas costas.
quinta-feira, maio 20, 2004
NEM ESTA CONCORDATA, NEM QUALQUER OUTRA!
Dentro de dias, mais precisamente a 18 de maio próximo(data do aniversário de Karol Wojtyla, o actual Papa João Paulo II), o Estado Português e a Santa Sé formalizam a assinatura de uma nova Concordata, um convénio que, uma vez aprovado pela Assembleia da
República e ratificado pelo Presidente da República,passará a vigorar em substituição da antiga (aindavigente?) Concordata salazarista de 1940.
Iniciadas em 2001, no seguimento e em consequência da aprovação da “Lei de Liberdade Religiosa”, as negociações que conduziram à fixação dos termos daquele acordo desenvolveram-se de modo secreto e é assim que, nas vésperas da sua assinatura formal, os
portugueses continuam oficialmente ignorantes do conteúdo do novo «tratado» que passará a vincular o Estado Português –todos nós, portanto– e a Santa Sé.
Sem condições para comentar, na sua inteira extensão e especialidade, os termos do trato específico que o país se vai comprometer a manter, quer com aquela «entidade externa», quer com a «comunidade católica nacional», a associação cívica República e Laicidade,
estribada nas posições de princípio que defende, pode,contudo, afirmar-se frontalmente adversa à existência daquela convenção pelas razões e com os fundamentos
seguintes:
1. Se é verdade que, pelos acordos de Latrão(estabelecidos com Mussolini, em 11 de Fevereiro de 1929), o Vaticano se passou a assumir como uma entidade independente do Estado Italiano e que, em termos internacionais e para alguns efeitos práticos,
a Santa Sé se passou a afirmar como uma entidade equiparada a um «Estado Soberano», verdade também é que essa entidade – o governo central da comunidade dos católicos e a sua sede – não reúne, de todo, as condições de território, de população, de legitimidade
política, de governança, etc. para poder ser considerada como uma entidade efectivamente
equiparável a um «Estado» com quem a República Portuguesa possa (deva) estabelecer «tratados internacionais» ou quaisquer acordos de estatura e
estatuto similar.
2. Sendo bem claro que o actual sistema constitucional e jurídico português constitui um enquadramento suficiente para garantir o exercício pleno da liberdade de credo e de culto dos cidadãos, bem como os seus direitos de associação e de expressão, claro
também se torna que a Concordata – a nova, tal como a velha – só ganha sentido porque, ao arrepio do princípio republicano e constitucional da absoluta igualdade dos cidadãos perante o Estado e a Lei, vem estabelecer/restabelecer e definir/confirmar no espaço
cívico-jurídico nacional um estatuto específico e um quadro especial de tratamento favorável – um regime de «discriminação positiva», de privilégio e de
favorecimento, portanto – que o nosso país se compromete a reconhecer e a aplicar à sua «comunidade católica».
17-05-2004
Luis Manuel Mateus
(Presidente da Direcção)
republaicidade@yahoo.com
terça-feira, maio 18, 2004
vou deixar de tentar ter piada e falar de coisas sérias. Pois é tão insuficiente como positivo a nossa constituição proibir de ora em diante discriminações com base na orientação sexual. contituição a quanto obrigas? a quem obrigas?
Em Espanha PS defende o casamento entre homossexuais, em Massachusett centenas de casais já o fazem, desde ontem, e aqui ficam algumas razões em como pode muito bem ser uma "Felicidade ser-se Filho de Homossexuais"
1. Ser-se filho de/e crescer com gente corajosa
2. Ser-se muito desejado, os preconceitos e a dificuldade da opção a isso obrigam
3. Crescer com o re/conhecimento da diversidade, aprender-se na diversidade,seja ela qual for
4. Ser-se filho de gente livre e não patuscamente submissa
5. .....
6. ....
7. ....
Em Espanha PS defende o casamento entre homossexuais, em Massachusett centenas de casais já o fazem, desde ontem, e aqui ficam algumas razões em como pode muito bem ser uma "Felicidade ser-se Filho de Homossexuais"
1. Ser-se filho de/e crescer com gente corajosa
2. Ser-se muito desejado, os preconceitos e a dificuldade da opção a isso obrigam
3. Crescer com o re/conhecimento da diversidade, aprender-se na diversidade,seja ela qual for
4. Ser-se filho de gente livre e não patuscamente submissa
5. .....
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